sexta-feira, dezembro 30, 2005

Da tarde de dia 18:

Quero sair daqui mas não quero sair daqui.
Apaziguem-me, fodasse.
Quer dizer...

Mas quem são vocês?!??

Tenho de sair daqui depressa.
Depressa, depressa.
Depressa, depressa, depressa!
DEPRESSA,

antes que me assolem a alma prisões perpétuas. Saber esperar é ir ao encontro da fuga, por vezes. Ficar num parado que esconde a maior das azáfamas sem finalidade é o gerador de todo um desconexo no gesticular cognitivo.

Mas enfim, isto da irrequietude é uma velha história e é o menos. A facilidade com que me privo desta é mínima, comparada com a dificuldade em esquivar-me às opressivas investidas da imaginação e recriação de um alheio destrutivo e inflexível.

Por isso, devo evitar estabelecer que evito. Evitar os escapes que não as palavras, por mais difíceis ou vagas, verdadeiras. Saber portanto esperar, mas nunca por nada em especial, que não a oportunidade de deixar de esperar.

Discernir o apropriado nas condutas possíveis, enfim, teoretizações pouco úteis num fim-de-tarde crescente. Já pouco de arte... E não vejam revelações propriamente ditas, onde estão apenas explícitos alguns passos a dar neste ponto do caminho para alcançar uma espécie de coexistência com as ditas, ao nível da simbiose de pontualidades.

Saiba-se esperar, pois este significado para já são letras de ócio.